sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Soneto de Fidelidade


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Rock é rock e vice-versa! \m/


Dia destes me fiz a seguinte pergunta: Que tipo de banda de rock me irrita?

Ok, a resposta é longa:

Liguei na MTv pra ver a Lady Gaga e por pouco não a vejo, pois ela caiu da 4ª posição direto para a 8ª no Top 10... E ao longo da parada foram surgindo umas coisinhas tipo... "peculiares". Um tal de Restart e outro tal de Cine-que óbvio, seguem na esteira dos "NXs da vida" ((não vou nem entrar no mérito "emo" aqui, pois sou até tolerante, curto muito Paramore e Fall Out Boy...))-estavam entre as almejadas primeiras posições. Então pensei: Gente! Não dá pra falar nem que eles venceram por seus belos rostinhos! As meninas de hoje em dia devem estar loucas! Na minha época ((eca!)) os primeiros lugares eram ocupados por Backstreet Boys, Ricky Martin, Titanic recheado de Leonardo DiCaprio com participação especial da Celine Dion... ou seja, gente com ao menos sex-appeal!
Mas voltando, estes tais Horis, Restarts e Cines da vida só existem hoje graças aos Fresnos e NX Zeros que surgiram graças a um fenômeno "emo" que só teve seguimento graças a musiquinhas que anunciavam que "ela deixou flores embaixo da escada" e "surpresas deixavam claro que ela se importava", bem românticas e fofas disfarçadas de clipes engraçadinhos que o Blink 182 nos proporcionou. Porém, para o Blink ((e consequentemente o "emo")) surgir, aconteceu uma cena de punk-rock californiano cheia de Offsprings, Rancids e GreenDays, que por sua vez, não existiriam se não fosse o 1, 2, 3, 4... dos Ramones, que só existem porque tentaram fazer cover dos Beatles e não conseguiram, mas isso não os impediu de "afanar" o nome de "hospedagem em hotel" de Sir Paul McCartney pra nominar a banda...
Então, só pra concluir, se algo nos incomoda e temos que ir até a raiz do problema pra resolvê-lo, eu me recuso a acreditar que os culpados pela minha "irritação" no rock sejam os Beatles! Nesse caso, o que faço?

Bom, a resposta pra pergunta é longa, porém simples: NADA me irrita no rock!

Caramba, gente! É rock, pô! Já estamos no lucro se não for axé, nem funk, nem sertanejo ou tecnobrega! Se é rock, então tá bom demais! Poderia ser pior, muito pior!
E daí se eles são feios? O Lemmy do Motorhead é feio pra diabo!
E daí se eles tem um monte de groupies adolescentes doidas pra dar pra eles? Se bobear, os Beatles têm até hoje!
E dái se eles são filhos do Fábio Júnior? Huuuummm... ((pausa dramática)).

BJu pra quem gosta de rock apesar de tudo!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ode aos bateristas

Se todo crítico de música é um músico frustrado, então sou duplamente ((ou triplamente)) frustrada! Meu primeiro sonho musical era de poder tocar saxofone.
Explico: assistia Simpsons e me deparava com a Lisa, uma garotinha feminista, sensív
el, inteligente, cheia de personalidade que amava Jazz e, pasmem! Tocava sax! Nunca aprendi a tocar este sinuoso instrumento ((um dia, quem sabe...)).
Passou-se um certo tempo, e como sempre adorei o rock'n'roll, mas tinha mania de ser diferente ((e descobri que até que não era tão diferente assim)), ao invés de me apaixonar pelo instrum
ento "carro-chefe" de uma banda de rock, no caso a guitarra, cismei que tinha que tocar bateria, mas nunca aprendi também... E para completar, como crítica, bem, o centermig está em estado de coma...

Pensa bem, bateria é o máximo! Descer o braço, sem pensar muito, criando um ritmo, não sei explicar, é mágico! E guardo na memória uma fala de Kurt Cobain. Ele dizia que queria ter a genialidade de um John Lennon
, porém com o "destaque" de um Ringo Starr. Aliás, Ringo apesar de ser considerado por muitos um baterista regular/normal, eu o considero a epítome dos bateras. Ringo era um Beatle. Ponto! E nada mais sexy e ao mesmo tempo fofo do que ver aquele cabelo escorridinho balançando feliz entre os pratos de sua bateria e aquele charmoso "big nose"... Huuummm...

Mas voltando ao tema principal, eu poderia citar inúmeros bateristas fodões: John Bonham que dispensa apresentações, Neil Peart do Rush e sua incrível história de segurar moedinha com as baquetas, Keith M
oon do The Who...
No entanto tenho que destacar outros bateristas que talvez frequentem somente a minha lista.
No caso eles seriam: em primeiro lugar Mike "Puff" Bordin do Faith No More, o melhor de todos na minha opinião, já tocou com Ozzy Osbourne e nas hipotéticas voltas do Led Zeppelin era sempre cogitado para substituir o insubstituível, mas claro que por uma questão de educação ((nepotismo talvez)), Jason Bonham, o filho do homem é quem era chamado. Depois tem o Chad Smith que herdou as baquetas de Jack Irons no Red Hot Chili Peppers. O cara é bom, para não contestar, basta dizer que os Chili Peppers só "decolaram" após sua entrada na banda... ((pausa para abrir discussão)). Na minha "hit parade" entra também um baterista que me cativa simplesmente por tocar num estado total de alegria e felicidade contagiantes, com um mega sorriso na cara ou um simples cara de doido feliz: Tré Cool ((até o nome dele é divertido)) do Green Day. Cito também Lars Ulrich, o baixinho dinamarquês invocado e capitalista dono não só da bateria, mas também da instituição Metallica. Igor Cavalera, ex-Sepultura e seus batuques tribais não podem ficar de fora. E, por fim, e não menos incrível, Dave Grohl, homem de mil bandas como baterista ((Nirvana, Them Crooked Vultures, temporariamente no Queens Of The Stone Age...)) e guitarrista do Foo Fighters.

Aliás, tenho notado algo incrível! Nas bandas mais legais, seus vocalistas já se aventuraram pelo lado dos pratos, caixas e bumbos. O próprio Dave Grohl é um grande exemplo. O cara matava a pau no Nirvana, continuou cativando a audiência rock'n'roll mesmo assumindo o vocal e a guitarra no Foo Fighters e ainda arranjou um puta baterista para sua banda, o Taylor Hawkins. Seu ex-companheiro de banda, o falecido Kurt, dada a mensionada fala do início deste texto, fica claro seu envolvimento com as baquetas nos primórdios de sua carreira musical, assim como Billie Joe do Green Day já o fez. E para finalizar, não posso deixar de contar a emocionante história de Steven Tyler do Aerosmith, que em sua tenra adolescência, foi expulso do colégio onde estudava, mas fez questão de levar consigo sua fiel escudeira, a bateria da banda da escola.
Em comum, todos esses caras possuem bom gosto pra instrumentos e excelentes bandas que por sua vez, são dotadas de excelentes bateristas.



E então? Let's play???


Coments: óbvio, não preciso nem falar que este vai pra você, né, Nina?
Coments II: calma, povo. Pretendo homenagear também os guitarristas, baixistas, tecladistas, saxofonistas, flautistas, gaitistas, violeiros, violinistas, sanfoneiros...

BJu pra quem toca/quer tocar bateria!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Why The Fucking Hell I Hate Some People??!!


Ao menos posso dizer que são apenas "algumas" pessoas, e não todas como devem imaginar.
1º de tudo, a pessoa pra me desagradar tem que ter o dom, tem que ter "as manha", tem que ser fodão no quesito "puta merda!". Explico: tento gostar de todo mundo, ser paciente com todo mundo, respeitar os gostos e pontos de vista de todo mundo. Mas, porém, contanto e entretanto, se percebo que a pessoa não respeita não só a mim, mas aos outros, se ela é totalmente sem-noção, se ela gosta de aparecer mais que a "lua de Porto dos Milagres" e principalmente, se ela torra a minha paciência e me enche o saco fazendo piadinhas de coisas que falei, aí acabou! Sem mais chances! Se a pessoa não é corajosa o suficiente para assumir o que fez, vixe... Se a inveja assola, Game Over!
2º de tudo, é a pessoa não notar que ela não faz, não fez e não fará parte da minha vida. Ponto! Odeio isso, de verdade. Parece hipocrisia, mas não é: não conseguir conviver com alguém é péssimo. Isso corrói mais a mim do que a pessoa, pode ter certeza! Mas fato é que não consigo ser falsa o bastante e fingir que tá tudo bem. Mesmo porque, raiva sempre passa. Depois de cabeça fresca, a gente analisa os acontecimentos e nota que exagerou, isso é normal. Mas quando isso não acontece, é porque fudeu mesmo. Portanto a outra pessoa tem que ter a decência ou a "Simancol" de notar que ela não é bem vinda. E mais uma vez, é triste pra mim, é foda ter que conviver com alguém que simplesmente não desce!
3º de tudo, é a vida! Duvido que todo mundo goste de mim, muito antes pelo contrário, a cada dia que passo percebo o ódio e rancor das pessoas com relação a mim, o que me incomoda e intristece, pois minha mãe sempre me ensinou a ser educada e não destratar ninguém para que assim ela não tenha uma filha odiada/destratada, mas a cada dia que passa isso fica mais difícil pros dois lados: eu não consigo suportar todo mundo e boa parte do mundo não me suporta. Ok, acho que chegamos a um consenso, certo? Tal pessoa não vai com a minha cara e eu não vou com a dela, ok? Fazer o que? Brigar? Irritar um ao outro? Bandeira de paz? Que nada! Nada disso! Segue cada um o seu rumo, cuida cada um de sua vida e tudo ficará bem. Simples assim! Easy like a sunday morning!

BJu da odiada por muita gente...

Epic