terça-feira, 13 de julho de 2010

Os verdadeiros magníficos bastardos


Em pleno dia 13 de julho, dia mundial do rock, não poderia deixar de homenagear minha banda favorita: Faith No More. Este texto foi escrito há cerca de 3, 4 anos. Um dos tesouros escondidos que encontrei na minha gaveta. Enjoy!

O Faith No More nasceu em São Francisco, Califórnia, nos idos da década de 80.
Contavam com Mike "Puffy" Bordin na bateria, no baixo estava Billy Gould, na guitarra, Jim Martin e nos teclados, Roddy Bottum. Nos vocais, ninguém fixo, apenas algumas participações especiais como uma tal Courtney Love ((que num futuro próximo viria a se tornar uma famosa viúva)). Até que efetivaram um vocalista chamado Chuck Mosely ((que gravou 2 discos a frente da banda)). Neste início do FNM, a plateia dos shows era formada por bêbados e um eventual-e não menos bêbado-James Hetfield do Metallica. Depois de lançarem Introduce Yourself e We Care a Lot, Chuck deixou a banda. Para ocupar seu lugar foi cogitada a inclusão de ninguém menos que Chris Cornell ((a época ainda não estava no Soundgarden e nem sonhava com Audioslave)), pois o outro rapaz escalado estava em dúvida se devia ou não abandonar sua banda original, o Mr. Bungle.
Esse rapaz em questão era Mike Patton, um moleque de 20 e poucos anos que só queria se divertir. E não é que o rapaz topou?! Mike escreveu sozinho as letras de The Real Thing ((o 3º da banda e seu 1º como vocalista)) em uma semana. Depois de lançar o álbum, o sucesso sorriu feliz para aquela turma. Em 1991 a banda foi convidada - dizem que por influência de Axl Rose - para o Rock In Rio II.
Pois é, e a galera toda que foi ao evento mais interessada em ver as estripulias de Prince, se surpreendeu com aquele bando de malucos e suas "músicas atrapalhadas", uma mistura de metal com funk e vocais de rap. De alguma forma tudo aquilo fez sentido e agradou a brasileirada. Tanto que eles voltaram ao Brasil para uma megaturnê cobrindo quase todo o território nacional ((inclusive Mogi das Cruzes)). O 2ª álbum de Patton e o 4º da banda, Angel Dust foi e ainda é uma grande influência, principalmente para o famigerado Nu-metal ((Korn, Limp Bizkit, Linkin Park, Marylin Manson, Deftones, Papa Roach e tantos outros por aí...)) No entando, mesmo apesar de celebrado, o álbum não foi sucesso de crítica e nem de público e ainda culminou na saída do guitarrista Jim Martin, que confessou, ainda durante as gravações, que enquanto seus colegas de banda ficavam experimentando e criando, ele tinha uma dificuldade tremenda de encaixar sua guitarra naquilo tudo. O Faith No More ainda lançou mais 2 álbuns de estúdio, o King For a Day, Fool For a Life Time ((que incluía uma música com versos em português com o sugestivo nome de "Caralho Voador")) e o Album Of The Year.
Em 1998 a banda encerrou suas atividades com as suspeitas de que os motivos para tanto foram os outros projetos que os membros da banda ainda mantinham. Patton, por exemplo, nunca deixou o Mr. Bungle e ainda criou o Fantomas e vive "parindo" projetos por aí. Billy Gould também tocava na banda de metalcore mexicana Brujeria, Roddy tinha/tem uma banda indie chamada Imperial Teen e Bordin sempre fora o baterista dos sonhos de todas as bandas, sendo chamado inclusive para substituir John Bonham numa possível volta do Led Zeppelin, mas acabou indo tocar na banda de Ozzy Osbourne.
A banda acabou, mas suas influências permanecem e os brasileiros continuam sendo os maiores fãs. Recentemente fora cogitado uma volta do FNM, mas ficou tudo só na especulação. Mas quem é fã de verdade sabe que o Faith No More é Evermore.

Coments: como já foi dito, esse texto foi escrito anteriormente a volta da banda. Sim!!! Faith No More se reuniu e tocou a exatamente 1 ano atrás no Download Festival. Vieram ao Brasil ao final do ano para dar seguimento a turnê The Second Coming que eu inclusive fui!!! ((e postei sobre neste humilde blog!!))

BJu pra quem rock!!! \m/

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