sexta-feira, 29 de abril de 2011

Não é sempre


Às vezes parece que eu não tenho medo
Às vezes parece que eu não tenho dúvidas
Às vezes parece que eu não tenho...
.. Nenhuma razão pra chorar

Você esquece que eu não sou de ferro
(Até o ferro pode enferrujar)
Você esquece que eu não sou de aço
E faço questão de provar:
"Olhe pra mim.... enquanto eu me quebro"

Às vezes parece que eu tenho muito medo
Às vezes parece que eu só tenho dúvidas
Às vezes parece que eu não tenho...
.. Nenhuma chance de escapar

Acontece que eu não nasci ontem
(Até hoje sempre escapei com vida)
Pra quem duvida de tudo que eu faço
Eu faço questão de provar:
"Olhe pra mim.. enquanto... desapareço no ar"

Não queira estar no meu lugar
Não queira estar em lugar nenhum
Às vezes tudo muda
E continua tudo no mesmo lugar

Não queira estar no meu lugar
Não queira estar em lugar nenhum (UM LUGAR COMUM)
Às vezes uma prece ajuda
Às vezes nem adiante rezar

Já desisti de ser uma pessoa só
Já desisti de ser uma multidão
Já não ponho todas as fichas na mesa
Agora ... jogo algumas no chão
Jogo algumas no chão

Às vezes tudo, às vezes nada
Às vezes tudo ou nada, às vezes 50%
Às vezes a todo momento, às vezes nunca
Como tudo na vida, não é sempre

Às vezes de bem com a vida, às vezes de mau humor
Às vezes sem saída, às vezes seja onde for
Não é sempre, não é sempre
Como tudo na vida... nunca é sempre

Humberto Gessinger - Engenheiros do Hawaii

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Firework

Do you ever feelLike a plastic bag
Drifting through the wind
Wanting to star
t againDo you ever feel
Feel so paper-thin
Like a house of cards
One blow from caving in
Do you ever feelAlready buried deep
Six feet underScreams but no one seems to hear a thing

Do you know that there's
Still a chance for you‘Cause there's a spark in youYou just gotta
Ignite the light
And let it shine
Just own the night
Like the Fourth of July
‘Cause baby, you're a fireworkCome on show 'em what you're worth
Make ‘em go, "Aah, aah, aah"
As you shoot across the sky
Baby, you're a firework
Come on let your colors burstMake ‘em go, "Aah, aah, aah"
You're gonna leave them all in awe, awe, awe

You don't have to feelLike a wasted space
You're originalCannot be replaced

If you only knew
What the future holds
After a hurricane
Comes a rainbow

Maybe a reason why
All the doors were closed
So you could open one
That leads you to the perfect road

Like a lightning bolt
Your heart will glow
And when it's time you'll know
You just gotta

Ignite the light
And let it shine
Just own the nightLike the Fourth of July
‘Cause baby, you're a firework
Come on show 'em what you're worth
Make ‘em go, "Aah, aah, aah"
As you shoot across the sky
Baby, you're a firework
Come on let your colors burst
Make ‘em go, "Aah, aah, aah"
You're gonna leave them all in awe, awe, awe

Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
It's always been inside of you, you, you
And now it's time to let it through
‘Cause baby, you're a firework
Come on show 'em what you're worthMake ‘em go, "Aah, aah, aah"
As you shoot across the sky
Baby, you're a firework
Come on let your colors burst
Make ‘em go, "Aah, aah, aah"
You're gonna leave them all in awe, awe, awe

Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon

Katy Perry

Memórias de belas manhãs.
Nothing compares to wake up next to you!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mistério insolúvel..


"Escrevi procurando com muita atenção o que se estava organizando em mim e que só depois da quinta paciente cópia é que passei a perceber." C. Lispector

Bela frase de Clarice Lispector. E resume muito do "porque eu escrevo". Por que escrevo? Para que escrevo? Para quem escrevo? São mistérios quase insolúveis, mas que, diante dessa frase, começo a entender. Escrevo para mim. Escrevo por mim. Para tentar entender o que se passa dentro de mim. Na maioria das vezes, quando leio o que está escrito, percebo que externei que se passa dentro de mim.

Aconteceu mesmo agora, quando comecei a redigir este post e só entendi o que queria dizer quando pensei em escrevê-lo e neste momento sinto as ideias se organizando e tomando forma através destes caracteres aqui digitados.

Escrevo para me libertar, para tirar o que me pesa a alma, para desobistruir a entrada e saída dos pensamentos, para me livrar dos desesperos. Mas escrevo também porque amo. Porque acho que não sei fazer outra coisa.

Em suma, escrevo para me encontrar. E eis-me aqui.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Músicas na memória


Desde que me entendo por gente, sei reconhecer aquelas músicas que quando se ouve dá um apertozinho no coração, te fazem lembrar um monte de coisas ((pessoas, lugares, situações, etc.)). Ao mesmo tempo que é uma sensação boa, às vezes ela é ruim, sabe?

Não sei se consigo explicar. Meu coração chega a doer mesmo. Logo sinto os olhos querendo marejar, a respiração fica difícil, eu quero ouvir a música e ao mesmo tempo não quero, ela é linda, mas é doída de ouvir. É meio inexplicável mesmo...

Geralmente, quanto mais antiga a música, maior é esse poder. No caso, as dos anos 80, aquelas que ouvia saindo das caixas de som do quarto do meu tio são as que mais me causam essa doce agonia. Porém, de uns tempos pra cá, tenho notado que músicas mais recentes, de menos de um ano de existência e execução, tem causado isso em mim e com mesmo impacto.

Então acho que descobri uma coisa: Pelo visto, não é a distância temporal que destaca essas músicas, e sim o momento marcante em que elas foram ouvidas. Minha vida tem sido, de uns tempos pra cá, repleta de momentos marcantes, e em sua maioria, bons. Como sempre ouço música, a matemática é simples: música + momento=memória musicoemocional.

Mesmo que sofra um pouquinho com essas músicas tocantes, acho que gosto da sensação. Não me queixo de poder guardar minhas memórias em notas musicais.

Epic