quarta-feira, 6 de abril de 2011

Músicas na memória


Desde que me entendo por gente, sei reconhecer aquelas músicas que quando se ouve dá um apertozinho no coração, te fazem lembrar um monte de coisas ((pessoas, lugares, situações, etc.)). Ao mesmo tempo que é uma sensação boa, às vezes ela é ruim, sabe?

Não sei se consigo explicar. Meu coração chega a doer mesmo. Logo sinto os olhos querendo marejar, a respiração fica difícil, eu quero ouvir a música e ao mesmo tempo não quero, ela é linda, mas é doída de ouvir. É meio inexplicável mesmo...

Geralmente, quanto mais antiga a música, maior é esse poder. No caso, as dos anos 80, aquelas que ouvia saindo das caixas de som do quarto do meu tio são as que mais me causam essa doce agonia. Porém, de uns tempos pra cá, tenho notado que músicas mais recentes, de menos de um ano de existência e execução, tem causado isso em mim e com mesmo impacto.

Então acho que descobri uma coisa: Pelo visto, não é a distância temporal que destaca essas músicas, e sim o momento marcante em que elas foram ouvidas. Minha vida tem sido, de uns tempos pra cá, repleta de momentos marcantes, e em sua maioria, bons. Como sempre ouço música, a matemática é simples: música + momento=memória musicoemocional.

Mesmo que sofra um pouquinho com essas músicas tocantes, acho que gosto da sensação. Não me queixo de poder guardar minhas memórias em notas musicais.

Epic