segunda-feira, 12 de março de 2012


Eu tinha tudo! Bom, não tudo, mas tinha muito do que precisava. Estava no estado que se pode chamar de "quase lá". Paz no trabalho, um bom estágio que me garantiria um futuro. Planos! Eu tinha planos! Coisa que nunca tive coragem de fazer antes...

Mas, como tudo muda em questão de segundos, mudou tudo. Me tiraram o chão, a segurança, os sonhos e... os planos.

Me sinto triste e vazia ao pensar que daqui há 14 dias faço 28 anos e não tenho nada! E o pouco que tenho, vejo esvaindo... Perdi as esperanças, perdi a força. A fé tá por um fiapo.

Não quero perder o que me resta, mas me sinto fraca para lutar. Já passei por períodos assim e superei, espero superar mais este, no entanto, não sei como. 

Fico pensando se hoje sou mesmo diferente do que era antes. Diferente, não melhor. Longe disso. Talvez mais intensa... não sei. Às vezes tenho a sensação de que, na verdade, é tudo uma máscara e no fundo eu sou exatamente a mesma menina medrosa, boba, tímida e estagnada. Tudo me amedronta, me assusta, me paralisa. A única diferença é que não posso mais correr para os braços de minha mãe pedindo proteção. Agora sou só eu com o mundo, com as sombras, com o inimigo que muitas vezes sou eu mesma.

Meu medo maior não é meu futuro. É o meu futuro sozinha. Meu egoísmo, minha insatisfação podem acabar por afastar aqueles que ainda gostam de mim e me querem o bem.

Respiro fundo. Eu tinha tudo ou quase tudo que precisava para "chegar lá". O que tenho hoje? Minha vida. E é vivendo que vou conhecer o meu futuro.


quarta-feira, 7 de março de 2012

Balanço... ou coisas


A semana começou quente, ou devo dizer, o ano começou quente e está pegando fogo.
Vou resumir a vocês algumas situações e sentimentos destes últimos dias.

Proposta:
Toda a urgência e boa capacidade será recompensada! Eis, finalmente, uma notícia boa, mas que infelizmente já entra direto para a lista de "Como resolver?". Eu definitivamente não sei. Conto com os amigos.

A fragilidade da vida:
De uma tacada só me vi às voltas do pesadelo/destino certo do fim da vida. Tinha um tempo que não pensava nisso... Mas, não interessa se você teve 13 filhos e viveu muitos anos, ou se você tem poucos anos e apenas uma filhinha, ou ainda se começou sua vida montando uma família depois dos 40... Estes exemplos, assim como eu e você que está lendo este post irá um dia. A questão é estar preparado e o que/quem você vai deixar.

Uruca:
Como já dito, 2012 tá fácil não. Não queria acreditar em pragas e urucubacas ou qualquer outro tipo de energia negativa que possa surgir, mas o fato é que tô carregada graças à cruzada ((em vão)) que estou enfrentando. Tá foda! Dá vontade de desistir de tudo e esconder embaixo da cama, mas não acho justo! Não mesmo! Conheço muito bem as minhas capacidades e sei o meu valor. Se continuar assim, vai ter que rolar uma escolha...

Ânimo:
Nenhum! Quase nulo! Descobri que ficar em casa é bom! Que assim posso fazer trabalhos da faculdade, dormir, até almoçar eu posso agora! Mas e aí? E daí? Isso tá certo? E ir para a faculdade tá um suplício só. Não vejo a hora de acabar, pode ser que me arrependa de dizer isso ((pode ser que não)), mas não tô dando conta mais. Tudo me irrita. Desgastou, perdeu a cor, o gosto, o cheiro. Agora sou zumbi ali...

Ah, e tá chovendo lá fora!

Epic