quinta-feira, 29 de novembro de 2012

My Way



My Way (Meu jeito)

E agora o fim está próximo
E portanto encaro o desafio final
Meu amigo, direi claramente
Irei expor o meu caso do qual estou certo
Eu tenho vivido uma vida completa
Viajei por cada e todas as rodovias
E mais, muito mais que isso
Eu o fiz do meu jeito
Arrependimentos, eu tive alguns
Mas, aí, novamente, pouquíssimos para mencionar
Eu fiz o que eu devia ter feito
E passei por tudo consciente, sem exceção
Eu planejei cada caminho do mapa
Cada passo, cuidadosamente, no correr do atalho
E mais, muito mais que isso
Eu o fiz do meu jeito
Sim, em certos momentos, tenho certeza que tu sabias
Que eu mordia mais do que eu podia mastigar
Todavia fora tudo apenas quando restavam dúvidas
Eu engolia e cuspia fora
Eu enfrentei de tudo e de pé, firme, continuei
E fiz tudo do meu jeito
Eu já amei, ri e chorei
Cometi minhas falhas, tive minha parte nas derrotas
E agora, conforme as lágrimas escorrem
Eu acho tudo tão divertido
E pensar que eu fiz tudo isso
E devo dizer, sem muita timidez
Ah não, ah não, não eu
Eu fiz tudo do meu jeito
E para que serve um homem, o que ele possui?
Se não ele mesmo, então, ele não tem nada
Para dizer as coisas que ele sente de verdade
E não as palavras de alguém de joelhos
Os registros mostram, eu recebi as pancadas
E fiz tudo do meu jeito.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Odeio despedidas...

"Não olhe pra trás (odeio despedidas)
Diga até mais!
Mesmo se for adeus"

Humberto Gessinger


Foto: Marina Alves

Exatamente como discutido em aula, a nostalgia é inerente ao ser-humano. Fim, ou mesmo antes dele e já estamos nostálgicos. Última aula de Oficina de Jornalismo e algum chororô, mesmo que discreto, mas houve. Acho que agora a "ficha caiu". Estou me formando! Não haverá mais trabalhos, aulas, colegas, reclamações, dores de cabeça...

Pera! Afinal de contas, você tá achando ruim ou bom? EU NÃO SEI! O Facebook pergunta no que eu estou pensando e eu respondo: EU NÃO SEI! Não sei de mais nada, não sei como será daqui pra frente. Foram 4 anos da minha vida experimentando coisas que nunca tinha experimentado que talvez nunca tivesse a oportunidade. Fiz inimigos, fiz amigos e agora não farei mais nada. Acabou. Vazio. 

Melodramático? Exagerado? Talvez... o pouco que sei é que de uns quatro meses para cá, tudo o que tenho são dúvidas. Escolhi o caminho certo? A profissão certa? Hoje, durante uma aula esclarecedora (sim!) da professora Gerlice, ao menos a uma conclusão eu cheguei: era isso que eu queria mesmo! E consegui! É meio masoquista a "ingrata" profissão de jornalismo? Sou burra em querer trabalhar seguindo escalas com direito a plantão e receber bem menos do que me é de direito? Sou, mas foi o que escolhi. Sinceramente, do fundo do meu coração partido, não me vejo sendo engenheira, médica, advogada, dona de casa, diarista ou gari. Nem mesmo milionária por ter ganho sozinha na Megasena acumulada. 

Foram 4 anos sofridos, comendo o "pão que o Palito amassou", trabalhando de manhã, estagiando à tarde, estudando à noite e indo em casa só para dormir. 4 anos em que fiquei dias sem poder almoçar, tempos sem poder fazer a unha do pé ou passar esmalte nas unhas da mão. E agora, desempregada! Tipo, tá foda! Não tão me querendo nem para escrever cartão de Natal! Mas ainda assim, foi a profissão que escolhi, a profissão para qual eu estudei e por mais negro que pareça o futuro, há que se acreditar que o melhor vai acontecer, não é mesmo?! Afinal, quantas vezes já duvidei de mim mesma e, ainda assim, contra todas as adversidades, cá estou eu!

E vejo que agora não estarei junto diariamente de quem eu amo muito, e talvez essa seja a parte mais dura, a que leva ao chororô. Entendo que a gente tem que crescer e se tornar cada  vez melhor, mas é difícil a despedida. É tudo tão incerto, é tão triste... Mas é a vida. Quero me formar, vencer mais essa etapa, ser jogada cruelmente no mundo real ((e já estou com os pés lá)), mas ao mesmo tempo... Não tem mais... e eu nem sei o que não terá mais, só sei que não terá... e acabou.

"This is the end, beautiful friend, 
This is the end, my only friend, the end
It hurts to set you free
But you'll never follow me
The end of laughter and soft lies
The end of nights we tired to die
This is the end"

The Doors

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Bom para ambas as partes ((ou partida ao meio))

Eu sou uma pessoa só! Mas me divido em muitas... Acredito que todo ser humano deva ((ou deveria)) ser assim. 
Vou sempre bater na seguinte tecla: se soubéssemos respeitar a maneira de ser dos outros, viveríamos um mundo mais tolerante e, para a utopia das utopias, não haveria guerras ou preconceito. E fim!
Por que não aplicar isso no nosso dia-a-dia? Afinal, eu não concordo nem com metade das coisas que vejo, ouço, respiro. Mas eu tolero, eu relevo, não só para o bem da minha saúde mental, mas também porque cada um tem direito de ser do jeito que é. E fim de novo!
Se tem uma coisa que me orgulho de ser, é essa pessoa que pisa em ovos, que contorna situações, que pensa ((ou tenta)) antes de dizer/fazer alguma coisa. Nem sempre funciona, afinal, me policio ainda mais devido a minha personalidade baseada em meu signo de impulsividade. 
Não estou dizendo para ter sangue de barata, não! Aliás, quem sou eu! Aquela que dizem ter problema de relacionamento, aquela a quem perguntam "Você não disse isso pra ele (a), né?". Sou estourada, digo coisas que quando vi, já saiu. E fim! Mas, pera! São momentos de ira, onde o sangue de barata já derramou bonito. A questão principal que levanto é com relação as pessoas de convivência. E já facilito: se não me acrescenta em nada, muito antes pelo contrário, não convivo! Radical? Talvez... mas para quê insistir em algo que não vai te fazer bem e que, se você pode evitar, para quê procurar briga, encrenca? 
Agora, a coisa muda de figura totalmente quando se trata da questão de convivência. Ok, vocês tem opiniões muito contrárias, mas têm, obrigatoriamente que conviver. Virem-se! E a vida não é assim o tempo todo??? Mas e quando trata-se de ceder por alguém que você gosta? Afinal, relacionamento, dizem, não se baseia em concessões? Pois é! Aí eu acho mais do que importante, é imprescindível saber lidar com as diferenças, seja de quem você ama ou tem apreço, seja com quem a pessoa que você ama também ama. 
Amigos, família, trabalho, tudo aquilo faz parte da vida do outro. Você não tem que concordar com tudo e todos, mas tem que respeitar gostos, cheiros, sons e texturas diferentes. O tempo todo. E fim! 
Principalmente porque não há amor nenhum em pôr amizades e parentesco à prova! Não é justo para quem você ama dividí-lo ainda mais do que ele já se divide. As pessoas têm é que somar. E fim!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A primeira vez que eu vi o mar

Tantos anos de espera e lá estava ele na minha frente. O cheiro de maresia já anunciava de longe. Imponente, grande, magnífico, completamente diferente do que eu imaginava. Molhado, salgado e imenso. 
Ouvir o som do mar é como ouvir aquela música que você ama justamente porque ela te acalma, porque te faz sentir bem.
Me senti bem, longe de casa, me senti muito bem.
Não havia sol? Para que sol? Sol eu vejo todo dia da janela do meu quarto. O mar eu vi ali a primeira vez. E como é poderoso. 
Queria poder ficar lá para sempre. Fugir de tudo o que me incomoda, me preocupa. Mergulhar profundamente e fazer parte dele, para sempre, do mar!






Como uma onda no mar

Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará.
A vida vem em  ondas como o mar num indo e vindo infinito.
Tudo que se vê não é igual  ao que a gente viu a um segundo. Tudo muda o tempo todo no mundo.
Não adianta fugir, nem mentir para si mesmo agora. 
Há tanta vida lá fora. Aqui dentro, sempre.
Como uma onda no mar.



Lulu Santos


Epic