terça-feira, 27 de novembro de 2012

Odeio despedidas...

"Não olhe pra trás (odeio despedidas)
Diga até mais!
Mesmo se for adeus"

Humberto Gessinger


Foto: Marina Alves

Exatamente como discutido em aula, a nostalgia é inerente ao ser-humano. Fim, ou mesmo antes dele e já estamos nostálgicos. Última aula de Oficina de Jornalismo e algum chororô, mesmo que discreto, mas houve. Acho que agora a "ficha caiu". Estou me formando! Não haverá mais trabalhos, aulas, colegas, reclamações, dores de cabeça...

Pera! Afinal de contas, você tá achando ruim ou bom? EU NÃO SEI! O Facebook pergunta no que eu estou pensando e eu respondo: EU NÃO SEI! Não sei de mais nada, não sei como será daqui pra frente. Foram 4 anos da minha vida experimentando coisas que nunca tinha experimentado que talvez nunca tivesse a oportunidade. Fiz inimigos, fiz amigos e agora não farei mais nada. Acabou. Vazio. 

Melodramático? Exagerado? Talvez... o pouco que sei é que de uns quatro meses para cá, tudo o que tenho são dúvidas. Escolhi o caminho certo? A profissão certa? Hoje, durante uma aula esclarecedora (sim!) da professora Gerlice, ao menos a uma conclusão eu cheguei: era isso que eu queria mesmo! E consegui! É meio masoquista a "ingrata" profissão de jornalismo? Sou burra em querer trabalhar seguindo escalas com direito a plantão e receber bem menos do que me é de direito? Sou, mas foi o que escolhi. Sinceramente, do fundo do meu coração partido, não me vejo sendo engenheira, médica, advogada, dona de casa, diarista ou gari. Nem mesmo milionária por ter ganho sozinha na Megasena acumulada. 

Foram 4 anos sofridos, comendo o "pão que o Palito amassou", trabalhando de manhã, estagiando à tarde, estudando à noite e indo em casa só para dormir. 4 anos em que fiquei dias sem poder almoçar, tempos sem poder fazer a unha do pé ou passar esmalte nas unhas da mão. E agora, desempregada! Tipo, tá foda! Não tão me querendo nem para escrever cartão de Natal! Mas ainda assim, foi a profissão que escolhi, a profissão para qual eu estudei e por mais negro que pareça o futuro, há que se acreditar que o melhor vai acontecer, não é mesmo?! Afinal, quantas vezes já duvidei de mim mesma e, ainda assim, contra todas as adversidades, cá estou eu!

E vejo que agora não estarei junto diariamente de quem eu amo muito, e talvez essa seja a parte mais dura, a que leva ao chororô. Entendo que a gente tem que crescer e se tornar cada  vez melhor, mas é difícil a despedida. É tudo tão incerto, é tão triste... Mas é a vida. Quero me formar, vencer mais essa etapa, ser jogada cruelmente no mundo real ((e já estou com os pés lá)), mas ao mesmo tempo... Não tem mais... e eu nem sei o que não terá mais, só sei que não terá... e acabou.

"This is the end, beautiful friend, 
This is the end, my only friend, the end
It hurts to set you free
But you'll never follow me
The end of laughter and soft lies
The end of nights we tired to die
This is the end"

The Doors

Epic